Qualidade de Vida

04.07.2014 - Enfrentando medos

Atitude pode mudar sua vida para melhor

Renata Pessoa

Quem nunca sentiu medo? Comum em qualquer pessoa, a sensação ocorre quando nos sentimos ameaçados – física ou psicologicamente – e, por isso, entramos em estado de alerta e demonstramos receio de fazer algo.  Entretanto, há diferentes formas de encarar a situação.

Na dificuldade de encarar os próprios medos a tendência mais natural da pessoa é a de desviar, evitar e muitas vezes negar que ele exista: “a pessoa escolhe caminhos diferentes, mesmo que mais complexos, para chegar aonde deseja sem precisar passar pela situação que gera o medo. Algumas podem fazer o percurso inverso, são atraídas por ele e se colocam na situação de risco que as desorganiza o tempo todo. Há ainda as que escondem dos outros e tentam superá-los à força e só criam mais traumas ainda”, declara Luiz Cuschnir, psicoterapeuta especialista em comportamento.

De uma forma ou de outra, lidar com os medos é um mal necessário. Para o especialista, a melhor forma de fazer isso é identificando-os, delimitando-os e se possível, entendê-los mais profundamente. “Analisar racionalmente as consequências do que pode acontecer se chegarem perto ou enfrentarem o medo, dá resultados para que a pessoa utilize o racional para se apoiar do que é infundado nesse medo”, explica Cuschnir.

Assumir esta postura de controle diante dos medos só traz benefícios à pessoa. Como explica o psicoterapeuta: “ Superar medos, ou pelo menos minorá-los para que a pessoas não viva tolhida em sua liberdade como um todo, só amplia o campo de atuação na vida. Pessoas que têm medo de viajar, outras de doenças, outras de enfrentar situações públicas por exemplo, restringem muito as experiências que enriquecem a vida. Quando isso ocorre, ela passa a viver mais de acordo com as suas necessidades e realizações”.

Para a realização desta tarefa, ele aconselha: verifique como o medo o afeta. Procure lidar com eles de uma forma a trazê-los à tona e se permita investiga-los. Assim, você consegue perceber que a restrição que eles provocam afetem a sua vida e aceita que isso pode ser diferente. Aceitar a ajuda como a de um terapeuta, para se estruturar e se libertar de algo que está atrapalhando a sua vida também é importante, conclui.

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Abilio Diniz
m.uol.com.br