Qualidade de Vida

20.10.2014 - Combate à osteoporose

Alimentação saudável auxilia no tratamento da doença

Após investigar os hábitos alimentares de 156 mulheres com osteoporose, a nutricionista Natasha França, pesquisadora da Faculdade de Saúde Pública da USP, constatou que a alimentação saudável pode gerar uma melhora no quadro da doença.

As participantes do estudo que relataram consumir com frequência frutas, verduras, legumes e tubérculos tiveram um índice de densidade mineral óssea mais alta, ou seja, um grau de osteoporose mais leve. Já nas mulheres que disseram ingerir grandes quantidades de doces, chás e café, foi verificada uma densidade mineral óssea mais baixa em todo o corpo, fato que provoca agravamento da doença.

A osteoporose é caracterizada pela desmineralização – perda de minerais, principalmente, do cálcio – dos ossos, tornando-os mais frágeis e porosos. Segundo a nutricionista, quando um médico faz o diagnóstico da doença, ele costuma indicar medicamentos e a ingestão de alimentos ricos em cálcio, como leite e derivados, pois o nutriente participa da formação e manutenção dos ossos. Os resultados desse estudo sugerem que, além do tratamento convencional e da ingestão de cálcio, mudanças na alimentação também ajudam a melhorar o quadro.

Prevalência em mulheres
Natasha optou por realizar o estudo com mulheres porque elas são as maiores vítimas. “A osteoporose atinge muito mais mulheres, principalmente, porque a doença tem relação com a redução do hormônio estrógeno. A produção deste hormônio tende a diminuir após a menopausa, estágio em que estavam todas as participantes da pesquisa”, explica.

Além de coletar dados como peso, altura e realizar o exame da densitometria óssea nas participantes, a estudiosa buscou entender os hábitos alimentares das voluntárias que tiveram que fazer registros sobre sua alimentação. Após esta etapa, todos os dados foram computados em um software de nutrição e, assim, a nutricionista pôde dividir os alimentos em grupos, que foram agregados por uma análise estatística feita em parceria com o Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP.

Fonte: Agência USP de Notícias

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Abilio Diniz
m.uol.com.br