Qualidade de Vida

08.09.2014 - Reeducação Alimentar

Nutricionista dá dicas para esta mudança

Renata Pessoa

Sedentarismo, poucas horas de sono e alimentação errada são alguns fatores que ao longo do tempo refletem na balança, comprometendo a saúde e a qualidade de vida das pessoas. Para completar, esses hábitos acabam influenciando também o modo de vida das crianças.

Segundo a doutora Lenycia Neri, nutricionista do Conselho Regional de Nutricionistas - 3ª Região SP e MS (CRN-3), a criança vive um processo de educação alimentar. Ou seja, é nesta fase da vida que ela desenvolve seu paladar e aprende o que deve e o que não deve comer e as quantidades ideais. “Quando não há um processo de educação alimentar e exemplificação em casa, o consumo calórico pode ser excessivo (doces, guloseimas, alimentos gordurosos), pode haver uma deficiência de micronutrientes (vitaminas, minerais) e, posteriormente, levar a doenças crônicas.”, afirma.

Em outras palavras, quando a criança cresce com maus hábitos alimentares, as consequências serão sentidas ao longo dos anos e, muitas vezes, em forma de sobrepeso e doenças como diabetes, hipertensão, colesterol alto, entre outras. Para evitar esses problemas, Lenycia faz algumas recomendações simples, mas muito eficazes:

- Não dê mau exemplo: ao comer com seu filho, coloque-o na mesa com você, não ligue TV ou tablet para distrair. Deixe-o observar os outros comendo, assim ele mastigará melhor e terá exemplos de como comer de forma correta, saudável e sem pressão;

- Não ofereça somente os alimentos preferidos: quando a criança tem dificuldade de comer maior diversidade de alimentos (o que acontece com a grande maioria das crianças na idade escolar), os pais oferecem o que eles aceitam sem questionar: chocolate, doces, somente leite, macarrão instantâneo, embutidos, etc. É importante estimular a criança a experimentar novos alimentos. “Na cozinha, é importante diversificar em preparações culinárias, chamar a criança para ver e ajudar (quando possível) o preparo do alimento, assim ela aceitará com maior facilidade os novos sabores”, afirma a especialista.

- Tenha disciplina com os horários: é um erro permitir que a criança fique beliscando o dia todo, pois no momento da refeição ela não terá apetite;

- Estipule a quantidade correta: é importante respeitar o apetite da criança. Mesmo as que têm dificuldade em comer toda a refeição, é necessário estimular o interesse. Já as que estão sempre à procura de alimentos, não podem comer como se fossem adultos.

Além disso, a família pode em conjunto:

- Manter a atenção quanto à ingestão de água
- Evitar o consumo de alimentos industrializados e fast-food
- Substituir refrigerantes por sucos de frutas naturais
- Incluir alimentos integrais no seu cardápio
- Evitar o consumo de alimentos ricos em gordura
- Permitir o consumo de doces esporadicamente, mas em pequena quantidade

Valorizar a pratica da atividade física regularmente desde cedo também ajuda. Quando todos em casa seguem os mesmo passos, fica mais fácil atingir o objetivo. Assim, toda a família sai ganhando.

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Abilio Diniz
m.uol.com.br